Fonte: Brasil de Fato | Leonardo de França


2021 inicia com a fome rondando os lares de milhões de brasileiros. Com o agravamento da pandemia por COVID-19, a alta no desemprego, o aumento nos preços dos alimentos básicos e o fim do auxílio emergencial em valor que garanta a sobrevivência, a população está cada vez mais em vulnerabilidade social.

Estudos afirmam que 19 milhões de brasileiros passam fome na pandemia. Este é um número alarmante. É de doer o coração ver os meios de comunicação noticiando famílias com armários e geladeiras praticamente vazias. E mesmo com toda essa situação o número de brasileiros milionários está aumentando, algo que não condiz com a crise econômica que estamos enfrentando de forma tão dolorosa. Fica cada vez mais evidente a desigualdade e o racismo, especialmente quando notamos que a pobreza atinge mais fortemente as mulheres e as pessoas de pele preta ou parda, também os nordestinos e outros grupos desprivilegiados.


Fonte: Ciclo Vivo | Unidos do Bem


O governo do Brasil pagará mais uma rodada de auxílio emergencial com um valor extremamente reduzido que varia entre R$150,00 e R$375,00 reais.


O valor maior será destinado a mulheres que chefiam suas famílias. Uma mulher negra, mãe solo, desempregada, que tem 3 filhos pequenos, paga aluguel, água e luz, que precisa comprar os alimentos básicos (arroz, feijão, fubá, carne, leite, etc), e que recebia R$1.200, passará a receber R$375, não conseguindo suprir as necessidades básicas de sobrevivência.


Serão apenas 4 parcelas de acordo com a medida provisória de n°1.039 de 18 de março de 2021. E depois? Como será a vida dessas famílias?


Enquanto não houver seriedade da parte do governo com relação à pandemia e vacina para erradicar o vírus, a situação vai piorar mais ainda. Ações emergenciais precisam ser tomadas para não entrarmos em colapso.

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Mirtes Renata de Souza, Mãe de Miguel Otávio, estudante de Direito, ativista social pela AfroResistance e Grupo Curumim.